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26 de dez. de 2010

TST não impede greve dos aeroviários

A determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que proibiu os sindicatos do setor aéreo de promoverem uma greve com mais de 20% de adesão dos funcionários, sob penalidade de multa de 100 mil reais por dia, não foi suficiente para intimidar os aeroviários. No dia 23 de dezembro, os sindicatos da categoria se mobilizaram em vários estados do país e promoveram paralisações de acordo com a delimitação judicial.

Enquanto a mídia noticiava que nenhum movimento ocorria nos aeroportos do país, Salvador teve seus voos parados, enquanto no Rio de Janeiro trabalhadores aderiam ao movimento, que iniciou em torno das 14hs no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. Pela primeira vez em muito tempo, a iniciativa dos sindicatos teve total apoio do público usuário, que ficou preocupado com a série de denúncias que ouviu dos diretores do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) durante a manifestação.

Dirigentes sindicais questionaram a rapidez da Justiça do Trabalho quando o objetivo visa beneficiar as empresas aéreas, mas sua lentidão na solução dos problemas dos trabalhadores. “Credores do Plano AERUS vão morrer sem ver o seu dinheiro”, berravam no megafone. Também compararam os aumentos salariais absurdos que autoridades políticas deram em benefício próprio, com a incapacidade das companhias aéreas de oferecerem reajuste salarial com ganho real, apesar de terem apresentado lucro espetacular nos últimos dois anos.

Reposição com dois dígitos
Os profissionais da aviação foram informados pela mídia que o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA) ofereceu reposição salarial de 8%. A categoria afirma que não fecha acordo com proposta que contemple menos de dois dígitos. Trabalhadores reivindicam reajuste de 13%, além de aumento de 30% nos pisos e criação de piso para os operadores de equipamento de viatura.

O SNA deixou claro que essa foi apenas uma batalha, mas a luta continua. Os aeroviários mantêm estado de greve e não vão desistir de suas reivindicações. A categoria pede apoio do público usuário, e lembra que as péssimas condições de trabalho, que envolvem jornadas excessivas, não prejudicam apenas o profissional do setor; colocam em risco também a segurança de voo e a vida dos passageiros.

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