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14 de jan. de 2011

Rodrigo Pimentel fala sobre a segurança nos aeroportos brasileiros

Segundo Pimentel, o Brasil não teria condições de garantir a segurança da Copa do Mundo caso ela fosse hoje.
O bate-papo do Fantástico deste domingo (9) recebeu o comentarista de segurança pública da TV Globo, Rodrigo Pimentel. Ele falou sobre um teste alarmante mostrado em uma reportagem do Fantástico: com uma réplica de um fuzil dentro de uma mala, a equipe conseguiu viajar entre aeroportos internacionais de cidades que vão receber a Copa do Mundo sem problema algum. Como, então, garantir a segurança dos brasileiros durante um evento esportivo de grandes proporções?

Segundo Pimentel, o Brasil não teria condições de garantir a segurança da Copa do Mundo caso ela fosse hoje, mas, segundo ele, ainda há tempo de investir em tecnologia e capacitação de mão de obra. O comentarista alertou para o fato de eventos como Copa e Olimpíadas atraírem a ação terrorista por causa da visibilidade.

Confira os principais trechos da entrevista.

Segurança nos aeroportos
"A tecnologia já existe. A reportagem apontava para a solução tecnológica, e já está sendo aplicada em vários aeroportos domésticos dos Estados Unidos e Europa. O que é necessário, na verdade, é a sensibilização das autoridades. Não só na compra de tecnologias, mas também a capacitação de mão de obra. Essa mão de obra que opera os equipamentos dos aeroportos é terceirizada e recebe um salário muito baixo. Há pouco tempo, no Rio, esses profissionais tentaram um movimento grevista em função dos baixíssimos salários, das jornadas de trabalho, das qualificações profissionais inadequadas."

Futuro da segurança pública
"Tenho uma visão mais otimista. Há 13 anos eu participava de um documentário do João Moreira Salles, "Notícias de uma guerra particular", onde eu falava que não via luz no fim do túnel. Hoje, de fato, eu vejo. A gente não precisa buscar uma solução na Colômbia. Podemos imitar o que já foi feito no Brasil mesmo. É simples e está dando certo. Um fator decisivo é a participação do município nessa questão. Não só com policiamento com guardas municipais, mas também iluminação e limpeza urbanas, e ofertas de esporte e lazer. Não devemos esperar os governos estadual e federal. Podemos esperar a solução do prefeito e do poder local."

Preocupação com segurança nos aeroportos
"A gente não tem eventos históricos no Brasil nos últimos 30 anos. Apenas uma aeronave foi tomada na década 90. Não temos fatos históricos para gerar medo. Mas com a proximidade de uma Copa do Mundo e Olimpíadas, com o Rio de Janeiro em destaques nos jornais, aí sim, existe motivo para preocupação."

Copa do Mundo
"O Brasil não estaria preparado para manter a segurança caso a Copa fosse hoje, na minha opinião. Existem 14 polícias militares envolvidas nesse processo. Existe um desnível nessas polícias. Algumas são mais capacidades do que outras. O esforço é para que em 2014 essas polícias estejam em um patamar único de capacidade técnica e equipamentos. Mas temos ainda três anos para a Copa. Ainda dá tempo para qualificar."

Terrorismo
"O terrorista quer visibilidade na sua ação. Não existe evento com maior visibilidade no mundo do que a Copa. É sempre bom lembrar de Munique. Um evento de paz e integração de povos, mas o terrorismo estava lá buscando a visibilidade. O Brasil tem questões interessantes. Temos uma diversidade étnica que permite com que pessoas de várias etnias circulem pelo país. Não existe um padrão. Então existe uma facilidade de ingresso de terrorista no território brasileiro."

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