Sete aviões fora de operação que estão estacionados no pátio do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, serão retirados após um acordo assinado pelo Ministério da Defesa, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) nesta quarta-feira (2). A data para o início da remoção ainda não está definida. Outras 112 aeronaves que estão sob custódia da Justiça, por questões de falência, recuperação judicial ou apreensão por crime, também estão estacionadas nos aeroportos brasileiros e devem ser retiradas desses espaços até dezembro deste ano.
Em Viracopos, o "cemitério de aviões" abriga modelos como o Boeing 707, Boeing 732, Cessna e Douglas DC-8, das empresas Vasp, Skymaster, Lubraus Cargo, Beta, TCB e Montiniere. De acordo com a Infraero, cada aeronave corresponde a R$ 230 por dia pela permanência no aeroporto. De qualquer forma, nenhum avião atrapalha as operações nos pátios.
Congonhas
No Aeroporto de Congonhas, os trabalhos de desmonte e remoção das aeronaves devem começar em março, em São Paulo, onde estão estacionadas nove aeronaves da Vasp. A massa falida da companhia paga, por dia, R$ 1,2 mil por aeronave para mantê-las no local, que tem área de 170 mil metros quadrados. A decisão de desmontar as aeronaves para então leiloá-las é uma tentativa de conseguir interessados nas peças, já que três leilões já ocorreram com as naves inteiras, sem sucesso. O custo estimado da operação é de R$ 3 mil por avião, cerca de R$ 300 mil no total.
"Se nós contabilizarmos seis anos que 170 mil metros quadrados estão sem uso (...), esse prejuízo é incalculável, falando só de Congonhas. Se a Infraero licita esse espaço, além do movimento de aviões, teria um terminal de passageiros com licitação para restaurante, ponto de venda de loja, banco", afirmou Marlos Melek, juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça. De acordo com ele, o espaço, depois de desocupado, provavelmente será usado para terminais de passageiros.
Depois da ação em Congonhas, a operação acontecerá em aeroportos das cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Manaus, Brasília, Campinas e Guarulhos. Além dos aviões vinculados a massas falidas, o programa também acontecerá com aqueles apreendidos em processos criminais, como os usados pelos criminosos.
Aeronaves inoperantes





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