FRANKFURT (Reuters) - Um homem foi preso na quarta-feira depois de matar a tiros dois soldados dos Estados Unidos e ferir gravemente outras duas pessoas num ônibus do Exército norte-americano dentro do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, disseram autoridades.
As inspeções de segurança foram intensificadas no aeroporto alemão e uma investigação sobre o 'crime terrível e sem sentido' já estava em andamento, afirmou o ministro do Interior do Estado de Hesse, Boris Rhein.
'Não posso dizer nesta fase se o incidente tem relação com terrorismo', disse Rhein a jornalistas.
Aparentemente, o atirador era do Kosovo, ele disse. A polícia afirmou que ele teria 21 anos. Um porta-voz da Fraport, a empresa que opera o aeroporto de Frankfurt, informou que o tiroteio ocorreu num ônibus do Exército dos EUA, diante do Terminal 2.
Autoridades no Kosovo acreditavam conhecer a identidade do atirador, 'mas nós não temos a confirmação ainda', afirmou à Reuters o ministro do Interior kosovar, Bajram Rexhepi, em Pristina.
Em aparição surpresa na sala de imprensa da Casa Branca, o presidente norte-americano, Barack Obama, declarou que estava indignado com o ataque e que seu país 'não poupará esforços' para descobrir como o ataque aconteceu.
'Estou muito triste e indignado com esse ataque que tirou a vida de dois americanos e feriu outros dois', acrescentou.
Os Estados Unidos mantêm tropas no Kosovo desde 1999, quando a campanha militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) expulsou as forças sérvias da região.
Os militares norte-americanos estacionados neste país do Leste Europeu agora ajudam a supervisionar uma frágil paz desde que o Kosovo declarou independência da Sérvia, em 2008.
A major Beverly Mock, porta-voz da Força Aérea norte-americana na base de Rammstein, na Alemanha, para onde o ônibus estava indo, disse que as identidades dos soldados mortos ainda não foram confirmadas.
'As autoridades alemãs mantêm o atirador na prisão', disse.
A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que 'não sabemos os detalhes, mas gostaria de expressar quão triste estou. Temos que fazer tudo o que pudermos para descobrir o que aconteceu'. Ela falou em Berlim durante entrevista coletiva com o primeiro-ministro português, José Sócrates.
(Por Tilman Blasshofer, com reportagem adicional de Fatos Bytyci, em Pristina; Annika Breidthardt e Sarah Marsh, em Berlim; Maria Sheahan, em Frankfurt; e de Patricia Zengerle, em Washington)
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