O aeroporto de Viracopos lidera o ranking de colisões entre aves e aviões. Foram registrados 54 incidentes com pássaros no ano passado - o dobro de 2009, com 27 casos. Os números mostram que o aeroporto campineiro superou os aeroportos Juscelino Kubitschek, em Brasília, com 53 casos, e o Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), com 52 colisões.
De acordo com balanço do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), foram registrados 936 acidentes com aves no ano passado, sendo que 869 ocorreram na aviação civil. Em 2009, foram 918 incidentes em todo o país. O mapeamento revela ainda que em Viracopos as principais ocorrências envolvem urubus, quero-queros e gaviões.
A Infraero atribui as colisões ao aumento na movimentação de aeronaves no aeroporto - o número de pousos e decolagens que em 2008 era de 32,4 mil subiu para 74,4 mil no ano passado. Para minimizar o problema, a estatal adota várias ações, entre elas estão a adoção de um método sonoro para afugentar aves e inspeções diárias para identificação e retirada de focos de atração.
Os pássaros são atraídos para locais onde fabricação de comida e coleta e destinação inadequada de resíduos sólidos - o que proporciona alimento aos pássaros.
Para o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), há duas grandes preocupações com essa situação: o risco de um acidente grave e o alto custo com manutenção das aeronaves. Tanto que o balanço mostra que a parte mais atingida do avião é o motor. De acordo com o sindicato, o custo direto e indireto anual é de US$ 5,3 milhões.
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